Saudades dos tempos em que meus sonhos eram sustentados pela ponta da sapatilha.

Às vezes me perunto se pendurei as sapatilhas ou se foram elas que me penduraram...
O ritmo frenético e quase militar do ballet me encheu de alegrias e disciplina. Na época, sentia mais a disciplina. Hoje em dia, vejo o quanto fui feliz sassaricando pelos palcos, freqüentemente mais caindo aos pedaços do que pomposos.
Fantasias, dores, ensaios, apresentações, maquiagens, breu, cumplicidade, frio na barriga, mais breu, luzes...companhia.
Dizem que no palco da nossa vida somos os artistas principais. Que afirmação esdruxulamente óbvia.
Recado de bolso:
Dê-me o palco e a vida acontece!